Para essa tarefa não tive muito trabalho! Com uma incrível coincidência, pude encontrar uma pessoa que leva uma vida um pouco apertada. Mas a concidência é pelo fato de já ter encontrado com ele antes, só que perdemos o contato e não pude ajudá-lo. Ontem, lá pela 1 da manhã estava no Terminal da Vila Nova Cachoeirinha, perto da minha casa. Apenas esperando o último ônibus com minha namorada, quando um homem, após vasculhar o lixo, se aproximou. O reconheci rápido. Seu nome é Marcos. Um outro dia eu estava voltando para casa e ele me abordou também, pedindo um dinheiro para poder comer. Nós conversamos bastante nesse dia, ele me falou que estava se reestabelecendo. Acabara de sair da penitenciária, mas lá aprendeu que queria começar de novo, do modo certo. 'Cadeia não melhora ninguém' disse Marcos. Agora ele está morando num "barraco", no Pery Alto, perto da minha casa. Ele trabalha com reciclagem, enquanto aguarda uma oportunidade de emprego. Há um programa para ajuda de ex-presidiários, onde ele espera que o chamem.

Como já disse, tive sorte de reencontrá-lo ontem (sábado) e combinar de encontrá-lo hoje de manhã para entregar este sacão com roupas, sapatos, até travesseiros que estão em bom estado mas não tem mais utilidade aqui em casa. Em outra sacola coloquei alguns alimentos, como macarrão, algumas frutas, até barrinha de cereal! Aproveitei e fiz uma marmitinha com arroz, bolinhos de frango e costela de boi com mandioca, uma delícia que minha mãe faz e eu adoro!
Não dêem muita importância para mim. Era domingo de manhã...
Esse é o Marcos, na frente do prédio onde eu moro. Gostei muito de conhecê-lo. Desde o início ele sempre se mostrou bem sincero. Fiquei um pouco preocupado só de tirar essa foto. Não gostei muito de expô-lo deste modo, parecendo caridade do Gugu, oportunista, sabe? O Marcos é só um cara que está passando por dificuldades. Vou ajudá-lo.
